Uma Sincera Doxologia III

 

“Eu te exaltarei, meu Deus e meu rei; bendirei o teu nome para todo o sempre! Todos os dias te bendirei e louvarei o teu nome para todo o sempre! O Senhor é misericordioso e compassivo, paciente e transbordante de amor. […] O Senhor é bom para todos; a sua compaixão alcança todas as suas criaturas. Rendam-te graças todas as tuas criaturas, Senhor; e os teus fiéis te bendigam. […] Com meus lábios louvarei ao Senhor. Que todo ser vivo bendiga o seu santo nome para todo o sempre!”

(Salmos 145:1-2, 8-10, 21)

 

O que transforma tipos em poesia e palavras em canções? O que transforma linhas em poesia e os versos em poemas? Como espremer toda poética em uma gotícula de prosa e transformar prosa em poesia, em uma grande canção de louvor e gratidão? – Emudecem-me os lábios e as palavras fogem. Mas, então, lembranças vêm à mente, salmos são expostos aos olhos e, embora os lábios estejam mudos, o coração rejubilado entoa louvores; as palavras não mais fogem, a poesia ressurge e quais gotículas de chuva molham uma janela de vidro e escorrem, molha a tinta um branco papel. Entoo, hoje, uma canção de gratidão e louvor.

Exalto, bendigo e louvo o nome do Deus Trino, que é Todo-Poderoso, Santíssimo, justo, misericordioso, compassivo, amoroso e paciente! Louvo-O, bendigo-O e O exalto pela sua infinita graça demonstrada, de forma tão especial, no último dia 13 de Janeiro, no qual me permitiu completar um quarto de século, 25 anos de idade. Louvo a Deus Pai, pois Ele tem preservado minha vida (Salmos 66:9), com paciência e grande misericórdia (Salmos 145:8; Números 14:18; Joel 2:13) em amor transbordante (Sl 66:9), louvo-O pois me escolheu, antes da fundação do mundo para ser santo e irrepreensível perante Ele e, em amor, me predestinou para ser adotado como filho, por meio de Cristo (Efésios 1:4,5). Louvo a Deus, como Davi, em seu salmo:

“Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Disso tenho plena certeza. Meus ossos não estavam escondidos de ti quando em secreto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir.” (Salmos 139:13-16).

Louvo a Deus Filho, pois n’Ele tudo subsiste (Colossenses 1:17) e Ele sustenta “todas as coisas por sua palavra poderosa” (Hebreus 1:3), sendo assim, sustenta minha vida, bem como todo o universo por sua palavra. Louvo-O, também, pois, sendo Deus, esvaziou-se a si mesmo, fez-se homem, humilhou-se a si mesmo (Filipenses 2:6-8), foi “desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de dores e experimentado no sofrimento” (Isaías 53:3), viveu uma vida perfeita, cumprindo toda a Lei; nascendo de mulher, debaixo da Lei, a fim de redimir um pecador miserável, como eu, que estava sob a Lei, para que eu recebesse a adoção de filho (Gálatas 4:4,5). Louvo-o, pois Ele carregou meus pecados, se oferecendo como substituto perfeito, satisfazendo a justiça de Deus e imputando-me sua justiça. Como dizem as Escrituras:

“Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós. […] Contudo foi da vontade do Senhor esmagá-lo e fazê-lo sofrer, e, embora o Senhor faça da vida dele uma oferta pela culpa, ele verá sua prole e prolongará seus dias, e a vontade do Senhor prosperará em sua mão. Depois do sofrimento de sua alma, ele verá a luz e ficará satisfeito; pelo seu conhecimento meu servo justo justificará a muitos, e levará a iniquidade deles.” (Isaías 53:5-6,10-11)

Aleluia! Bendigo e Louvo a Deus, pelo seu Filho, que por seu sangue, ofereceu-se como sacrifício para propiciação mediante a fé; louvo-O por dar a conhecer a Deus, do qual Ele é resplendor de Sua glória e expressão exata do seu Ser (Hebreus 1:3), e seu conhecimento é vida eterna (João 17:3). Louvo a Deus, pois está fé que salva não depende de mim, pois, desse modo, não haveria salvação. Como dizem as Escrituras: “Como está escrito: “Não há nenhum justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. (Romanos 3:10,11). E ainda: “Somos como o impuro — todos nós! Todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo. Murchamos como folhas, e como o vento as nossas iniquidades nos levam para longe.” (Isaías 64:6).

Louvo ao Seu Santo Espírito, o Consolador, que me convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16:8), que me renovou e me regenerou (Tito 3:5), atraiu-me para o Pai, tornou-me disposto a e capaz de crer (Ezequiel 36:26-27; João 6:44,45). Ele é procedente do Pai e do Filho e testemunha ao homem a respeito de Cristo (João 15:26; Gálatas 4:6); opera no homem, ao Seu tempo, chamando eficazmente para a fé em Cristo, justificando, adotando e santificando (Romanos 8:30; II Tessalonicenses 2:13). Ele é o Espírito de adoção, que nos dá testemunho de que somos filhos de Deus (Romanos 8:15,16), pelo qual fomos selados para o dia redenção (Efésios 4:30). Ele intercede “pelos santos de acordo com a vontade de Deus” (Romanos 8:27) e nos dá paz e alegria (Romanos 14:17). Louvo ao Seu Santo Espírito pela sua obra contínua em minha vida!

Agora, então, louvo ao Deus Todo-Poderoso, diante de tal reflexão sobre tão grande amor, como o poeta e compositor de hinos, Isaac Watts:

“Se todo o reino da natureza fosse meu,

Seria mui pequena oferta dá-lo a Deus;

Oh! Que amor maravilhoso, que amor tão divinal!

Desejo dar minha alma, minha vida, meu ser total!”.

Aleluia! Louvo ao Único Deus, o Deus Trino, pois ele me deu vida, supre as minhas necessidades, deu-me dons e talentos, me regenerou e deu-me vida eterna em Seu Filho e dá, a cada dia mais, provas do seu amor, da sua misericórdia e bondade. E que benção maravilhosa é completar mais um ano de vida e me alegrar com aqueles que Ele colocou ao meu redor para serem demonstrações do seu amor e cuidado para comigo, e, através da comunhão, da convivência, serem como a forja é para o aço, refinando meu caráter.

Louvo ao Deus Santíssimo pelo seu amor, demonstrado, de forma tão especial e singular, através de minha família. Como dizia o poeta: “Fundamental é mesmo o amor / É impossível ser feliz sozinho…”. – E o que seria da minha vida sem minha amada família? Como esquecer todas as demonstrações de desmedido amor e cuidado de cada um? – Agradeço a Deus pela vida de mainha (neste “nordestinês” costumeiro), Virginia, de painho, Tarciso, de minha irmãzinha, Melina, e, agora, também pela vida de meu cunhado, Augusto, além de todos os familiares que, de alguma forma, dedicam ou dedicaram parte de seu tempo e sua vida cuidando de mim, me ensinando. Vocês são a mão suave que afaga com carinho, o martelo e a bigorna que modelam e formam meu caráter, o braço que me leva para perto, dando segurança, amor e cuidado; são instrumentos preciosos nas mãos do Altíssimo para manifestação de seu amor para comigo! Cada um com seu papel, vocês são meu auxílio, meus guias, meu espelho, meus conselheiros… A vocês, rosas perpétuas! – Todo meu amor, já que flores são dadas como demonstração de amor, mas falham na simbologia, pois logo murcham, e meu amor por vocês só cresce e se firma a cada dia.

Louvo igualmente a Deus pelos meus amigos e irmãos em Cristo, que Ele me concedeu. Apesar de ser comum a “acusação” de que tenho poucos amigos, se é verdade ou não tal dito, de algo eu tenho plena certeza: são os bons, os certos, os verdadeiros! É certo o provérbio: “Quem tem muitos amigos pode chegar à ruína, mas existe amigo mais apegado que um irmão.” (Provérbios 18:24). Louvo a Deus por ter amigos com os quais posso me alegrar em comunhão; louvo-O por ter irmãos em Cristo, com os quais posso contar em oração, com suas conversas, comunhão e demonstrações singulares do Divino amor. Alegro-me em ver, nestes irmãos, o caráter de Cristo e louvo a Deus por poder, com eles, crescer no conhecimento de Cristo. Por isso, a vocês, também, rosas perpétuas!

Louvo a Deus e rendo-Lhe graças por todas as mensagens deixadas para mim, neste último dia 13 de Janeiro; muito me alegrou cada lembrança desta data especial. Louvo a Deus por cada gesto de afeto, de carinho, pela comunhão com amigos e família nesse dia, e, em especial, pela presença na distância de minha irmãzinha e de meu cunhado, pela ligação na hora certa e pelo vídeo tão bonito e cheio de amor que me mandaram. Muitas saudades desta linda companhia, da minha irmãzinha, Melina! Agradeço a Deus pela vida de cada pessoa que, de algum modo, se fez presente neste dia tão especial. Que Deus os abençoe ricamente!

Finalmente, que eu possa viver todos os dias que o Senhor determinou para mim perante a Sua face, em humildade e amor, vivendo unicamente para Sua glória, em uma sincera doxologia. Que eu possa crescer no conhecimento de Cristo e sempre encontrar-me na presença do Santo, onde há plenitude de alegria (Salmos 16:11); possa eu deleitar-me unicamente n’Ele, pois somente n’Ele está a fonte da vida (Salmos 36: 8, 9). Possa eu, por Sua graça, seguir “a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14); que eu diminua para que Cristo cresça em mim; que eu seja como um luzeiro neste mundo corrompido (Filipenses 2:15) e, em Cristo, manifeste em todo lugar a fragrância do seu conhecimento (II Coríntios 2:14). Que eu seja – como disse no ano passado – como a árvore que o salmista descreve no Salmo 1, uma “árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham.” (v. 3), cuja fonte das águas é o próprio Cristo, e seu fruto é o fruto do Espírito (Gálatas 5:22). Sim, que toda minha vida – seja por atitudes, palavras ou pensamentos – seja para a glória de Deus e em louvor a Ele!

“Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.”

(Romanos 11:36)

 

Soli Deo Gloria!

 

Tarciso Rodrigues Martins.

 

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