Reafirmações

 

É noite e o calor abranda; o doce e refrescado vento noturno acalma o corpo, mas há destes ventos que nos angustiem. Ainda nos olhamos, ante ao espelho, e vemo-nos falhos, ainda nos vemos frágeis peças de barro, e nos pegamos, tantas vezes, manchando esta visão de soberba, crendo sermos aço. Ah, ainda somos miseráveis!

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Confusão e Caos em Vãs Folias

 

“Pego de um pau. Esforços faço. […]

A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!”

(Augusto dos Anjos, O Morcego) 

 

Vejo, mas não sei o que vejo. Ouço, mas não sei o que ouço. Tudo é confusão, tudo é caótico; e em um mundo caótico, as máscaras são ilusórias esperanças, as efêmeras alegrias são um placebo, tomado em ciência, à tristeza que fundo corrói. Festejos de ilusão, desgraça aplaudida, em cegueira e apatia ontológicas. A miséria do ser, a miséria do eu, o culto à personalidade degenerada, na artificialidade das luzes, ao som dos tambores, em entropia moral escancarada.

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