2012: Últimas Notas, Velhos Clichês e o Ano Próximo

 

Ressoa a última nota em uma sinfonia, mais um ciclo se completa no relógio, o brilho do sol já se foi, as estrelas agora fulguram no céu, acompanhadas pelo brilho reverberado na lua, que logo, logo deixará este céu. Finda-se o dia, finda-se mais um ano. Não, não mais um clichê de um ano que se vai. Não mais um réquiem, última peça envolta a choros, desejosos de que fosse melhor tal ano.

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Terras Opostas: Um Conto

 

É noite em um bosque denso, de árvores altas, e, ali, homens caminham na escuridão. Nenhum som, além dos morcegos que passam constantemente em rasantes sobre suas cabeças, dos lobos uivando sobre morros longínquos e dos corvos sobre campos próximos. Serpentes rastejam a beira do caminho destes, acompanhando-os. Não há estrelas neste céu enegrecido, e a lua desvaneceu.

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Poética Natalina

 

Uiva o vento mais uma vez, ao passar pela minha janela, o mar está cheio e agitado, pássaros a cantar – não, não cantam, só a silêncio lá fora, além do som do vento – há estrelas no céu, e nada, nada é estático, o universo inteiro está a girar. O silêncio que não ouço, faz-se música, as estrelas… Fazem-se elas de instrumentos orquestrais, a lua reverbera a sinfonia estrelar – não, não é um sonho, tampouco uma mera poética de data propícia.

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Fins do Mundo

Assim expira o mundo
Assim expira o mundo
Assim expira o mundo
Não com uma explosão, mas com um suspiro.
(T. S. Eliot)

 

Solstício de verão, os ipês começam a florescer, já se vê calçadas tingidas de seu amarelo. Pássaros a cantar; o bramir das árvores golpeadas pelos ventos. Um belo dia. Mas há o frenesi do cotidiano fatídico da cidade, o gris morto das construções, o ruído das máquinas… Ah, as especulações! – Odeio-as, odeio-as mais inexoravelmente em sua forma escatológica, ou seja, quanto ao fim do mundo.

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